A Amazônia teve o melhor junho da série histórica, apresentando o menor índice 

Em junho a área desmatada na Amazônia Legal Brasileira (ALB) registrou nova queda, ao todo a região perdeu 457,47 km2 de florestas, o que representa uma redução de 31% em relação ao mesmo período do ano passado, a menor taxa mensal desde o início da série histórica dos dados do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real – DETER, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Também houve queda de 9% na área desmatada em relação ao mês de maio de 2024. 

Área desmatada na Amazônia Legal (2018 – 2024) 

Fonte: DETER/INPE, 2024

Os dados agregados de 2024, mostram que de janeiro a junho deste ano a área desmatada na ALB totalizou 1.639,34 km2, representando uma queda de 38% em relação ao mesmo período de 2023. A área agregada de desmatamento segue sendo a menor registrada desde 2017 e a segunda menor desde o início da série histórica, iniciada em 2015.  

A análise por estados que compõem a região mostra que com um aumento de 34% na área desmatada entre maio e junho, o Pará foi o líder no ranking mensal dos estados que mais desmataram. Ao todo a área desmatada atingiu 185,81 km² neste estado. Em seguida veio o Amazonas, com 136,75 km², com aumento de 17%. O Mato Grosso caiu da primeira posição para a terceira, com queda de 72% na área desmatada, que atingiu 51,13 km² em junho. Rondônia também registrou queda de 20%, com 30,1 km² desmatados. O Acre escalou da sétima posição em maio para a quinta em junho, com um 29,57 km² desmatados, um aumento de 487%. Juntos, os cinco estados responderam por 95% do desmatamento da Amazônia Legal no período analisado.  

No Cerrado também houve queda no desmatamento em junho, ao todo o bioma perdeu 662,08 km2 de sua cobertura, o que representa uma área 24% menor que aquela registrada no mesmo mês do ano anterior. A queda foi ainda maior se comparada à taxa mensal de maio deste ano (36%).  Dentro da série histórica do INPE para o Cerrado, com início em 2018, a taxa ficou na posição intermediária entre as taxas mensais de junho.  

Área desmatada no Cerrado (2018 – 2024) 

Fonte: DETER/INPE, 2024. 

No acumulado de janeiro a junho, a área desmatada no Cerrado atingiu 3.724,47 km2, o que representa 15% a menos que o registrado no mesmo período em 2023. Apesar da queda, a área agregada segue sendo a terceira maior desde o início da série histórica. A queda foi puxada pela redução das taxas nos estados da Bahia, Tocantins e Maranhão. Ao todo a região do Matopiba foi responsável por 80% do desmatamento no bioma, 4% a menos do que o registrado em maio. 

Só no Maranhão foram desmatados 212,09 km2, o estado continuou liderando o ranking dos estados com maior área desmatada, contudo, com um recuo de 43% em relação a maio e de 14% em relação a junho do ano passado. O Tocantins seguiu na segunda posição, com uma taxa mensal de 142,28 km2, uma queda de 37% na comparação com o mês de maio e de 32% em relação a junho de 2023. Em terceiro lugar veio o Piauí, com 126,91 km2 desmatados, o que representa uma redução de 35% em relação ao mês de maio, mas um aumento de 52% em relação ao mesmo período de 2023. A Bahia, no quarto lugar, registrou a perda de 46,65 km2 neste mês de junho, 43% a menos do que o mês anterior e 75% a menos que em junho de 2023. Tiveram alta na taxa mensal de junho os estados de Piauí, Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo.  

Texto: Cintia Cavalcanti
Colaborou Aldrey Riechel e Ariane Janssen

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